domingo, 17 de outubro de 2021

nenhuma morte apagará


 os beijos e por dentro das casas

onde nos amamos ou pelas ruas

 clandestinas da grande cidade livre

estarão sempre vivos os sinais de um

grande amor esses densos sinais do amor

e da morte com que se vive a vida


aì estarão de novo as nossas mãos

e nenhuma dor será possível onde

nos beijamos eternamente apaixonados


eternamente livres prolongaremos em todos

nossos dedos os nossos gestos e profundamente

no peito dos amantes a nossa alma líquida e atormentada


desvendará em cada minuto o seu segredo para que este amor

se prolongue e noutras bocas ardam violentos de paixão


os nossos beijos e os corpos se abraçam e se confundam

mutuamente violando - se violando a noite para o outro

dia afinal seja possível

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ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !