sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Corpo de mulher

brancas colinas

coxas brancas

pareces - te com o mundo

na atitude de entrega

o meu corpo de lavrador selvagem

escrava em ti e faz saltar o filho do

mais fundo da terra


foi sò um túnel de mim fugiam os prosar

em mim a noite forçava a sua invasão 

poderosa para sobreviver forjei - te como uma

arma como uma flecha no meu arco como uma

pedra na minha funda mas desce a hora da vingança

e eu amo - te


corpo de pele de musgo de leite ávido e firme

ah ! os corpos do peito !

ah ! os olhos de ausência !

ah ! as rosas do púbis !

ah ! a tua e lenta triste !


corpo de mulher minha persistirei na tua graça

minha sede minha ânsia sem limite meu caminho

indeciso ! escuros regos onde a sede eterna continua e 

fatiga continua e a dor infinita
 

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ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !