os plàtanos largando
ar as folhas pretas
o autocarro furacão
de ferragens e lodo
que entre as rodas se empina
e desengonça todo
lentamente o olhar verde
e vermelho rodando operários
que vão para o grémio fumando
cachimbo sob o olhar de agentes
de policia
parede e beirais transpirando
imundicias a enxurrada entupindo
o esgoto o asfalto liso eis o meu caminho
mas no fim há um paraíso
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