mesmo longe do que amamos
que não sabemos de onde vem
a onde vai o nosso impulso de amor
o que amamos està como a flor na semente
escondida com medo e inquietude talvez sò
para a nossa morte estar a durar sempre como
as ervas do chão como as ondas do mar os acasos
se vão cumprindo e vão cessando mas sem acaso
o amor límpido e exacto jaz não necessita nada o que em si
tudo ordena cuja a tristeza pode ser o equinócio do tempo

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