depois que o estio se volveu no inverno
da carne repousada em suor nocturno
conheço o sal do leite que bebemos quando
das bocas se extraviam lábios e o coração
palpitava no sexo conheço o sal dos teus
cabelos negros ou louros ou cinzentos
que se enrolam neste dormir de olhos azulados
conheço o sal que resta em minhas mãos
como nas praias o perfume fica quando
a maré desce e o se retrai
conheço o sal da tua boca
o sal da lìngua o sal dos teus
mamilos e o da tua cintura
se encurvando das ancas a todo o sal
conheço que è sò teu ou de mim ou de ti
em mim um cristalino pò de amantes
enlaçados

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