quinta-feira, 5 de agosto de 2021

no rosto eu sinto

o suave vento das tuas asas

de ave branca tu ès pomba

imaculada sem deixares de ser

leoa tão felina como o odor com

que me envolves tão maligna como

o amor com que me dilaceras

tu ès a leoa que inventei sem deixares

de ser pomba que cruza a atmosfera

do sonho ao encontro da perplexa rota

 da ventura pomba ou leoa que permaneças


poema por seres sangue e dor

um suave vento no meu rosto o selvagem cheiro do amor


 

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ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !