uma tão càlida e brilhante
noite de luar escreveria pesaroso
a ausência dessa luz fustigado
pelo tempo revolto da vontade
fosse esse mar de signos cintilantes
a obscura razão da letargia que nenhum
limbo redime por acaso na rota parabólica
da agonia traçaria do teu corpo a ruptura
ao nível da folhagem interdita que nenhuma
tempestade iludiria já que fomos
primavera no inverno

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