
pois era verão
forrado de agulhas
a cal rumorosa do sol
dos cardos sem outras mãos
que lentas barcas vai - se aproximando
a água a nudez do vidro a luz a prumo
dos mastros os prados matinais
os pès verdes quase
o brilho das magnólias apertados
nos dentes uma espécie de tumulto
as unhas tão fatigadas dos dedos
o bosque abre - se beijo a beijo e è branco
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