sexta-feira, 16 de julho de 2021

amar - te assim desvelado

entre barro fresco e ardor

sorver os rumores das luzes

entre os teus lábios fendidos

deslizar pela vertente da garganta

ser maresia onde o silêncio aflui e

se concentra irreprimível queimadura

ou vertigem desdobrada beijo a beijo

brancura dilacerada penetrar na doçura

da areia ou do lume na luz no oiro adormecido

entre pétalas cerradas no alto navegável golfo

do desejo onde a fùria  habita crispada de agulhas

onde faça sangrar as tuas àguas nuas
 

Sem comentários:

Enviar um comentário

ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !