brilha
a luz no trilho dos eléctricos e na pele
cinzenta das calçadas as casas crescem no
seu
silêncio janelas acesas as portas fechadas
conferem a ua uma intimidade que cresce
e sobe abrindo - se nas capas das árvores tudo se afunda nas coisas e ela derrama - se na noite diluindo
seus contornos a noite de verão emaranha - se no perfume das laranjeiras

Sem comentários:
Enviar um comentário