sábado, 26 de junho de 2021

escuto sem ouvir

esse gorjeio rarefeito pelo tempo
transbordante como se a verdade me
ocultasse o que no seu seio se vê sem
se mostrar è então que eu sinto o teu
perfume odor felino de fêmea apetecida
incendiar os sedimentos da memória
 descontados  nos fermentos da insónia
fosse este poema o mar dos teus cabelos
uma tão cálida e brilhante noite de luar
escreveria pesaroso a ausência dessa luz
fustigada pelo tempo revolto da vontade
fosse este mar de signos cintilantes da letargia
 

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ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !