quarta-feira, 20 de julho de 2022

Poema de despedida

não saberei nunca dizer adeus

afinal sò os mortos sabem morrer

resta ainda tudo sò nòs não podemos

 ser 

talvez o amor

neste tempo

seja ainda cedo

não è este o sossego

que eu quero

que eu queria este exílio de tudo


esta solidão de todos

agora

não resta de mim

o que seja meu

e quando tento

o magro invento de um sonho

todo o inferno me vem à boca

nenhuma palavra

alcança o mundo eu sei

ainda assim

escrevo
 

Sem comentários:

Enviar um comentário

ès o caminho

  que me elevas ao paraíso invulgares e as raridades  dos ciclos que comandam as espécies em via de extinção !